Time after time - Cindy Lauper

time after time
Time after time - Cindy Lauper. 1984
 
Nunca achei piada nenhuma à Cindy Lauper, e sempre me irritou um bocadinho. Na verdade, ainda me irrita bastante. Nunca não consegui definir o porquê desta irritação, e sobre isso apenas posso conjecturar, sem chegar a lado nenhum, certamente. Poderá ser do visual, excessivo e sem direção ou intenção clara, uma oca e inócua provocação como quem diz "sou mesmo muito maluca, não sou?". Verdade seja dita, nunca gostei de histéricas, todas elas muito vazias e com um único propósito na vida, gritar a plenos pulmões "Olhem para mim! Olhem para mim! Olhem para mim!", mas quando lhes perguntamos porque raio havemos de olhar, não sabem responder. Será assim a Cindy Lauper? Talvez, não sei, nem lhe dou espaço para que me possa responder a isso. Será do estilo musical? Também não sei. Tem uma ou outra música que são clássicos absolutos dos anos 80, Girls just want to have fun ou True Colours ou Time ofter Time, e isso ninguém lhe tira. Mas será que os anos 80 poderiam viver sem Cindy Lauper? Talvez, mas esta pergunta é claramente palerma. Enfim, pronto, a Cindy Lauper enerva-me, e posso estar completamente errado. Do trio dourado de hits da Cindy, fica a música de que mais gosto, Time after Time, a mais contida e menos histriónica delas todas. Digo eu.

Eighth Wonder - I'm Not Scared

Patsy Kensit - I'm Not Scared
Eighth Wonder - I'm Not Scared. 1988
 
"Leva estes cachorros para longe!", é desta forma que começa a música dos Eighth Wonder, "I'm not scared". Patsy Kensit tinha aquele olhar e aquele corpo de menina de quem se vai partir a qualquer instante com a força de uma rabanada de vento, e mesmo assim insiste em dizer que não tem medo. Corajosa. Há qualquer coisa de Capuchinho Vermelho nesta música. Lá pelo meio da música também diz umas coisas em francês, imagine-se. Os Eighth Wonder da bela Patsy duraram entre 1984 e 1989, portanto a metade mais interessante dos anos 80. No ouvido ficou "I'm not scared" e o cabelinho frágil e loiro da vocalista, a Patsy Kensit. Não sabemos muito bem o porquê de se chamarem "oitava maravilha", provavelmente nunca o saberemos, mas lá que é um nome bem tontinho, e como tal perfeitamente enquadrado no espírito da década, lá isso é. Patsy Kensit tornou-se actriz, e leva uma longa carreira em séries da televisão. Para nós continua a ser e loirinha frágil que pede "Take this dogs away from me". Abençoada.

You're My Heart, You're My Soul - Modern Talking


You're my heart, you're my soul - Modern Talking. 1984

E se de repente alguém vos dissesse que havia um grupo chamado Modern Talking? Mas alguém acreditaria numa destas? Eu não. Mas eles apareceram. Ninguém deu por eles, mas quando se foi a ver eles já eram número 1 em muitos lugares insuspeitos, incluindo Portugal. "You're My Heart, You're My Soul" foi a música que os deu a conhecer ao mundo. Thomas Anders e Dieter Bohlen, um moreno e outro louro, passavam o vídeo a olhar de uma forma estranha e a sorrir obsessivamente para a câmara. Como se não bastasse, um vestia-se como o Conde Drácula a caminho de uma White Party e o outro como quem vai passear pelo jardim num domingo à tarde; um torcia-se com a sua pianola portátil e o outro parecia um virtuoso da guitarra. Com uns falsetes pelo meio, foi uma invasão alemã. Seja como for, e deixemos de ser picuinhas, "You're My Heart, You're My Soul" é puro anos 80, e só quem tem a mania é que não o vê. Pronto, pode não ser o clímax da qualidade musical, mas ficou. Ficamos também a saber, pela capa do disco, que Thomas Anders e Dieter Bohlen calçam o mesmo número, a não ser que andem a enganar a malta.

Easy Lady - Spagna

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Easy Lady - Spagna. 1986

A italiana Spagna confessava ser uma Easy Lady em 1986. Nós agradecemos a informação não retiramos grande coisa dali. A música andou por aí a circular forte e feio e tinha uma som, vá, bastante dançável. Nós gostamos, pronto. Foi mais um italo-disco que andou a correr os tops da Europa; abençoado italo-disco. Spagna ainda continua por aí, sim senhor. Em 2012 lançou um álbum chamado "Four", e tem uma carreira consolidada. Nós é que não damos por ela.

Don’t worry, be happy - Bobby McFerrin

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Don't Worry Be Happy - Bobby McFerrin. 1988

Don't Worry Be Happy, sorria-nos Bobby McFerrin nos anos 80. 


“In every life we have some trouble. But when you worry you make it double. Don’t worry, be happy. Don’t worry, be happy now.” Corriam os felizes anos 80,  Bobby McFerrin incitava as pessoas a não se preocuparem e para serem felizes. A música, um êxito jazzístico inesperado, rodou até à náusea na rádio e na televisão e enraiveceu muitas pessoas, certamente. "Don’t worry, be happy", arrecadou 3 grammys. E é um clássico intocável.  Este senhor tem uma extensão vocal inacreditável e já compôs álbuns inteiros apenas com a sua voz, imagine-se! Para além dos seus talentos vocais, McFerrin é também maestro e professor de música. Um senhor, é o que é. A música dos anos 80 só tem que lhe agradecer.

Balla..Balla! - Francesco Napoli

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Balla, Balla! - Francesco Napoli. 1987

Francesco Napoli ordenava Balla, Balla! A malta dizia que sim


Francesco Napoli. Alguém? Não? Eu repito: Francesco Napoli? Alguém? Não acredito. Apenas por despeito, acredito que também embaraço, poderão dizer que não se lembrar do meteórico Francesco Napoli. Ganhou os anos 80 a mandar Balla, Balla!, e não saía dali. E para quê, quando se tem uma fonte de rendimento tão boa?

Europe em São Paulo

Sim, eles vivem. Sim, ele estarão em São Paulo, Brasil. Sim, os Europe continuam fazer a contagem final. Seringueira, dia 23 de Setembro. Os bilhetes podem ser comprados aqui.

Bad - Michael Jackson

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Bad - Michael Jackson. 1987

Bad 25 comemora 25 anos de Bad


A 18 de setembro, Bad, o álbum de Michael Jackson celebra 25 anos. Para comemorar a data, será lançada uma box com CDs, booklets e um DVD inédito. Há muitas versões da box à venda, e poderão consultar todas as possibilidades aqui. As imagens para o DVD foram recolhidas em Wembley, num concerto de 1988, para um público de 72 mil pessoas, durante a tourneé de Bad. A box chama-se Bad 25.

Luka - Suzanne Vega

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Luka - Suzanne Vega. 1987
 

É impossível esquecer Luka, de Suzanne Vega


Luka é Suzanne Vega e Suzanne Vega é Luka. Não há volta a dar. É daquelas criações que se tornam maiores do que o criador e o devoram. Não é que Luka mantenha relações sádicas com Suzanne Vega. Luka é uma música delicada, púdica e embaraça-se com um olhar tímido. Luka é leve, Luka vive no andar de cima. Luka esconde-se no quarto, Luka não tem amigos. Luka veste camisola às riscas brancas e pretas.

It's my Life - Talk Talk

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Talk Talk - It's My Life. 1984

Os Talk Talk, aquela banda dos anos 80? It's My Life é um grande som.


Os Talk Talk foram uma banda estranha, que aparecia só para mostrar música e que depois desaparecia do mapa, ou nas catacumbas da música. Nada se sabia eles, se estavam vivos ou mortos, se tinham emigrado para a China, se se dedicavam à plantação de couves, nada. Os Talk Talk eram, e de certo modo ainda são, uma banda misteriosa. Duraram 10 anos, entre 1981 e 1991, e tiveram tempo para deixar 5 álbuns : The Party's Over (1981), It's My Life (1984), The Colour of Spring (1986), Spirit of Eden !(1988), Laughing Stock (1991).